sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

formatura

eu não tenho medo. eu não tenho medo. eu não tenho medo. eu agradeço.

tatuagem

já teriam visto o suficiente o ser cruel. ficaram impregnados dele. já não se sabia separar. o homem e a imagem.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

retrato

e eu sabia. tive a certeza logo que vi os olhos. tivesse eu usado outra forma. tivesse visto aparecer devagar dentro da água. se emergisse da água eu não teria aceito. mas eu vi. eu sabia. sabia. mas não resisti.

caderninho de desenho


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

e eu tentei, ser

árvore. desejei o chão. o certo. a terra. o seguro. os talheres arrumados. os livros organizados por assunto. a sensação de que sempre seria. sempre assim. sempre igual. desejei. mas não consegui ser. árvore.

sou não sou

sempre me ocupou o pensamento voltar para um lugar. voltar para um lugar que me protegeria da chuva, do vento, das pessoas, das coisas que não posso ver. sempre quis ser alguma coisa, ter um propósito. quando me vi sem lugar meus pensamentos se acalmaram. não tinha mais voltar. a chuva e o vento podem ser bons. quando me vi sem chão, descobri que não sou árvore.

sábado, 2 de novembro de 2013

Pra sempre é muito tempo, e passa muito rápido.


de poesia e outras coisas

Nunca gostei de poesia. Algumas pequenas coisas me tocavam, mas poucas, bem poucas. Um grande amigo disse que não devo ter me deparado com poesias de boa qualidade, visto que em todo lugar se esconde um poeta, mas é certo que eu já me achava incapaz de entrar nesse mundo sutil e sensível dessa literatura. Então, deparei-me com Mia Couto e alguma coisa aconteceu, como uma mágica. As palavras vão se desenrolando e fazendo sentido - ou não, mas envolvem, entorpecem, e, no meu caso, incentivam....