sempre me ocupou o pensamento voltar para um lugar. voltar para um lugar que me protegeria da chuva, do vento, das pessoas, das coisas que não posso ver. sempre quis ser alguma coisa, ter um propósito. quando me vi sem lugar meus pensamentos se acalmaram. não tinha mais voltar. a chuva e o vento podem ser bons. quando me vi sem chão, descobri que não sou árvore.
ResponderExcluirGosto da maneira visceral como escreve. Parábolas do tempo e espaço, dos encontros e seus desenganos. Mas o que me comove e encanta é o fio filosófico que atravessa os escritos. São tecidos na alma e com coragem doados aos que permanecem árvores. Parabéns. Bj.